15 janeiro 2008

Brasil rejeita pedido de Chavez sobre a Farc

Este Presidente Venezuelano quer dar uma de "super-homem - o salvador do mundo" salvando os reféns das mãos da Farc, mas no fundo este cara é um "vendido". Afinal, ficou bem claro que ele fez acordos com as Farcs para tentar limpar o nome destes bandidos diante da mídia mundial. Quer fazer bandido virar mocinho? E ainda tenta buscar ajuda do governo brasileiro? Enganou-se de caminho seu moço ! A coisa no Brasil pode parecer mole mas a verdade é outra. Paciência brasileira tem limite.
Sabemos que para ver em liberdade os reféns vale tudo, mas não vale vender-se para o inimigo. Veja uma parte da reportagem divulgada pela BBC de Londres:
Enviada especial da BBC Brasil à Cidade da Guatemala - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rejeitou o pedido do presidente venezuelano Hugo Chávez de classificar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como força insurgente, em vez de grupo terrorista, como define o governo colombiano. Amorim disse que o Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as Farc entram ou não nesta categoria. "Agora, isso não implica também dar às Farc um status político que torne até dificil este diálogo do ponto de vista do governo colombiano", afirmou Amorim na Cidade da Guatemala, onde acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse do novo presidente do país, Álvaro Colom. "Acho que, no momento, não se trata de encontrar nenhum outro status", afirmou o ministro, referindo-se ao pedido do presidente venezuelano. A única organização classificada pelo governo brasileiro como terrorista é a Al-Qaeda, disse Amorim, porque é o único grupo definido desta maneira pela Organização das Nações Unidas (ONU). Diálogo Chávez fez o pedido na semana passada, após a libertação de duas reféns pelas Farc, na quinta-feira. Neste domingo, no programa Alô Presidente, o presidente venezuelano disse que a mudança de status faria com que o grupo guerrilheiro se submetesse à Convenção de Genebra e o forçaria a libertar os reféns que mantém. A sugestão de Chávez foi rejeitada por vários presidentes latino-americanos que se manifestaram sobre o assunto, inclusive aliados como o equatoriano Rafael Correa. Amorim disse que é preciso ter um diálogo por motivos humanitários e elogiou a "grandeza" do presidente Uribe, que permitiu a negociação entre Chávez e as Farc. "Todos saíram ganhando (com a libertação das reféns)", afirmou. "Agora, vamos continuar um caminho aí com cautela, com equilíbrio, para que possamos dar outros passos, outras pessoas possam ser libertadas e, quem sabe no futuro, ver o que acontece."
Por Alda Inacio
Que Deus acompanhe você em tudo que fizer. Volte sempre.