18 janeiro 2008

No Paraná, candidata à universidade foi prejudicada pelo sistema de cotas

Amigos, é a primeira vez que este mediático assunto é debatido aqui neste espaço e hoje, ao ler a notícia da estudante Elis Wendpap que ganhou em primeira instância a ação contra a Universidade Federal do Paraná (UFPR) , porque foi prejudicada pelo sistema de cotas, faço questão de dizer o que penso. Eu sou neta de escravo, filha de uma mulata, sou branquinha de pele mas sou negra de sangue e coração e sei o que é ser negro no Brasil. No entanto, vejo esta questão das cotas para alunos entrarem na Universidade uma ofensa à dignidade da raça negra. A razão é simples: esta questão de cotas é um atestado claro e absurdo de que o negro é menos inteligente que o branco. Desculpem os pensamentos contrários. Pode vir me falar de excluídos, pode vir me falar de que o negro no Brasil tem uma história vinda da escravidão que dificultou o acesso aos níveis ricos da sociedade, no entanto o que é injusto neste país é o vestibular, pois na hora da competição, se os "brancos filhinhos de papai" podem pagar cursinho para ingressar e os negros não podem e ficam de fora, por que continuar com este tipo de seleção chamada vestibular? Braco ou negro tem o mesmo tamanho de cérebro, somos todos iguais e estas cotas são atestados mentirosos de inferioridade racial. O que devia ter sido feito eram cotas para a camada pobre da população, pois assim como tem negros pobres, que não podem preparar-se melhor para ingressar na Universidade, tem muito branco nas mesmas condições de pobreza. Vamos ser justos aí gente ! Eu sou pelo fim do vestibular, fazendo valer as notas tiradas no segundo grau. Muda aí Brasil ! Queremos igualdade, dignidade e respeito ! Eu não conheço nenhum negro e nenhum branco brasileiro ! O que tem no Brasil são seres humanos.
Por Alda Inacio
Que Deus acompanhe você em tudo que fizer. Volte sempre.