29 março 2009

Adão, precursor da humanidade, castidade de Maria, engodos religiosos?

Estas páginas dos blogs, onde devemos escrever textos curtos para que os visitantes possam ler, não é lugar para expor temas complexos e, quando temos uma idéia complexa sobre um assunto, podemos passar uma visão falsa sobre nossa forma de pensar. Assim se passa comigo em relação às religiões e a Deus. Passo sempre uma visão falsa. Fica super contraditório fazer alguém entender que o meu interior clama por Deus, que eu adoro este Deus criador e que sem Ele minha vida seria um zero à esquerda. Ao mesmo tempo as religiões não me passam segurança, são feitas por homens e a face dos homens é um mistério. Para piorar, a vivência que eu tive dentro das religiões não foram boas, mas eu, no momento que pisar no Brasil ainda este ano, a primeira coisa que vou fazer é frequentar as igrejas, não uma mais muitas, para praticar a minha fé, sem ser propriedade de uma única igreja.

Veja a complexidade desta minha relação com a fé e por outro lado posso garantir que eu não tenho fé, pois o que tenho é certeza da ação de Deus nas vidas, mesmo nas vidas daquele que negam a existência de Deus.

A igreja como a concebemos gerou a confusão e quando falo em confusão da igreja a expressão é ampla e complexa para explicar. Uma das grandes confusões foi a forma como explicam o criacionismo, intencionalmente mal explicado para que a igreja firmasse dogmas exclusivamente dela, apostando na nossa ignorância.

Difícil exlicar aqui e deixar claro que sou criacionista, creio na criação mas não creio no Adão de barro como primeiro homem.....a humanidade já havia sido criada quando Adão foi moldado no barro. Adão foi o precursor da relação de Deus para com os homens. Ele foi criado do barro sim, mas ele não é o precursor da raça humana, ele foi criado separado, foi criado em lugar distinto da humanidade já vivente na época, pois ele recebeu a imagem espiritual de Deus. Desculpem se não tem espaço para clarear isto melhor e este ponto de vista é completamente fora de qualquer explicação, de qualquer religião.

Outra parte calamitosa do desvio de interpretação foi a gravidez de Maria, aqui então foi montado um engodo sobre o qual a Igreja se sustenta até os dias de hoje. Veja a parte Bíblica que explica o fato:

Lucas 1:30 até 1:35 - Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão? Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.

Leio esta passagem e o resto do livro Sagrado e garanto que em nenhum lugar Deus mandou dizer à Maria que após o nascimento de Jesus ela devia afastar-se de seu marido e permanecer na castidade. Com absoluta certeza digo que nasceram-lhe muitos outros filhos. Este, entre tantos outros, é mais um foco de desilusão da crença em Deus que nutre a razão dos ateus.

Sou alguém que crê em Deus acima de todas as coisas e o que seria de mim sem este Deus que veio ao mundo em forma de homem chamado Jesus e nenhuma confusão de interpretação desta ou aquela igreja me faz desistir da minha certeza, não é fé, é certeza da existência de Deus e do poder de Deus no mundo. E sem este poder a humanidade já teria sucumbido... companheiros da blogosfera.

Por Alda Inacio
Que Deus acompanhe você em tudo que fizer. Volte sempre.