27 março 2009

ONU pede condenação aos ataques às religiões, Brasil se isenta.

Esta notícia publicada ontem vem com uma razão explícita por parte da ONU, já de olho na cúpula entre países árabes e sul-americanos que ocorrerá no início da próxima semana em Doha. Não que ela esteja errada. A organização quer apenas evitar possíveis choques entre as duas culturas, mas vai daí que o Brasil lavou as mãos. Hoje deve vir do Planalto uma explicação para tal fato. Na verdade já sabemos de antemão que o Brasil defende o indivíduo e não a religião, e nisto o governo está de parabens.

As religiões têm poder e dinheiro suficiente para defenderem-se sozinhas e o indivíduo muitas vezes fica à mercê de abusos. Isto sem acusar nenhuma religião em particular. Enfim, elas deviam existir para ajudar psicologicamente (espiritualmente?) o indivíduo, apoiando, tranquilizando e sendo uma bandeira de paz no mundo. Nem sempre é isto que vemos. Por detrás das aparências de acolho e bondade, pode se esconder um jogo de interesse unicamente financeiro e quem paga isto? O indivíduo porque, na sua grande maioria, procura a religião quando sente-se em perigo, fragilizado por uma doença e neste momento ele passa a ser a presa fácil para algumas, digo algumas religiões. Resultado? Basta olhar ao redor. Veja os magníficos prédios, parecendo estádios de futebol, ou catedrais decoradas em ouro...e daí para mais. No entanto, elas têm um bom papel em relação às necessidades espirituais do indivíduo. Eu não nego a importância da Igreja, mas ela como instituição defenda-se a si mesma. A lei e o Governo devem defender o indivíduo, caso contrário o Governo estará abrindo brecha de volta ao passado, quando a igreja tinha a proteção do Estado e com isto tinha poder de decisão nas coisas do Estado. Repito aqui o que já disse em outro post "Igreja e Estado juntos nunca mais".

Por Alda Inacio
Que Deus acompanhe você em tudo que fizer. Volte sempre.