09 dezembro 2009

Profanando as religiões

Esta análise que vou fazer aqui é pessoal, potanto não a tome como verdade absoluta, pois quem sou eu para saber das verdades absolutas. Tenho observado de longe, de fora das igrejas, a relação dos homens com Deus. Homens (e mulheres) que se convertem, geralmente de uma religião católica para uma religião evangélica. Vamos generalizar ao extremo, porque o fenômeno é abrangente.
Pessoas  que hoje praticam um tipo de fé, amanhã estarão praticando outro tipo de fé. Portanto, hoje podem estar sendo condenadas, amanhã poderão ser recuperadas, por arrepedimento dos erros cometidos. O que me espanta em muitas pessoas é a afirmação categórica, que as vezes revela grande fanatismo, e mostra a pessoa a tal ponto convencida de que age pelo poder do Espírito e não consegue ver seus próprios erros. Veem com facilidade os erros alheios, isto veem.
Querem exemplos? Estive lendo a entrevista do Dirigente da Ulbra, em Porto Alegre, senhor Ruben Becker, no jornal Zero Hora, de 09/12/2009. Ele é um pastor, criador da grande universidade Ulbra. Ele afirma sua inocência veemente. Proprietário de coleções de carros antigos, e salários altíssimos, deixou os professores sem receber salários, foi afastado da direção e processado. Eu não conheço todos os detalhes, mas o contexto de sua vida fala alto. Será que ele tinha o direito de ter os salários que tinha? Tinha ele o direito de possuir coleções de carros? E tudo o resto de que é acusado na justiça atualmente? Eu não sei. Mas, se hoje ele está no chão, não seria porque Deus cansou de tentar fazê-lo entender algo que ele não quis entender?
Certa vez eu morei 3 meses com uma família aqui em Bruxelas, família crente. A vovó da família era membro atuante na igreja Pão da Vida. Fez tudo que pôde para trazer a ovelha perdida aqui de volta à igreja. Eu disse não e não. Um dia falando de gastos com pagamentos do cabo da tv, ela me explicou : aqui nós não pagamos o cabo, nós fizemos uma gambiarra e ficou de graça. Eu olhei aquela pessoa, aquela que reunia as células da igreja e que dizia estar sendo guiada pelo Espírito Santo, baixei a cabeça e achei melhor mudar de lá para não dizer umas verdades àquela senhora. Como é que o Espírito Santo não mostrava a ela que gambiarra é roubo?

Vejo muitos outros exemplos assim em todo lugar onde ando, até eu mesma já recebi o dedinho no meu nariz por gente de dentro de igrejas. E pouco depois vi aquelas mesmas pessoas louvando a Deus  e cometendo os mais vis tipos de coisas na vida. Não entendo!
 Eu creio que estas pessoas estão profanando as religiões, profanando a fé, profanando a si mesmas. E Deus olha...calado! Até o dia em que estas pessoas se encontram num buraco tão fundo que não conseguem mais ver a luz que continua a brilhar. Feliz daquele que consegue ver esta luz, mesmo estando fora das igrejas.
Eu não sou melhor nem pior que ninguém, no entanto reconheço que errei muitas vezes na minha vida e portanto não me meto nas igrejas, para não profanar nem a religião, nem a mim e nem escandalizar quem ali vai com pureza de coração. Enfim, ainda deve existir gente que vai às igrejas com pureza de coração.


Alda Inacio

Minha luta contra a pedofilia!

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