Mais uma vez a ONU elevou sua voz para pedir o fim do embargo contra Cuba; isto aconteceu ontem 30/10 e teve aprovação de 184 países a favor e 4 contra: Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall. A Onu não tem poder de decisão, ela pode somente pedir e aconselhar.
Fazem 40 anos que este embargo vem acabando com a economia de Cuba e jogando o povo idealista-revolucionário, num estado que não confere com o alto grau de educação e cultura daquele país. Um povo inteligente e alegre. Camarada e brincalhão. Assim eu vejo este povo que aprendi a amar por meio de um amigo idealista, um poeta e escritor da cidade de Holguin chamado Fidel Fidalgo Moncada. Escritor de muitos livros e ganhador de muitos premios literários. Entre os livros que escreveu está "Cuentos de niños para adultos tristes".
Fazem 40 anos que este embargo vem acabando com a economia de Cuba e jogando o povo idealista-revolucionário, num estado que não confere com o alto grau de educação e cultura daquele país. Um povo inteligente e alegre. Camarada e brincalhão. Assim eu vejo este povo que aprendi a amar por meio de um amigo idealista, um poeta e escritor da cidade de Holguin chamado Fidel Fidalgo Moncada. Escritor de muitos livros e ganhador de muitos premios literários. Entre os livros que escreveu está "Cuentos de niños para adultos tristes".
Eu guardo ainda as 251 cartas que trocamos durante 4 anos; ele foi para mim um ombro amigo, uma palavra presente e por fim um gesto visto ao longe, como um aceno que foi ficando cada vez mais distante...até desapaecer nas curvas do caminho, na época em que eu deixei o Brasil.
Lembro-me de uma vez quando ele recebeu o premio de poeta do ano e enviou a poesia vencedora para mim, datilografada num papel amarelado, roto, pois o embargo impedia que bons papeis chegassem à ilha. Eu enviei a ele blocos de papéis que nunca chegaram.
Fazia-me pena ver tanta inteligência, tanta vontade de dividir o que não tinha e tanta escassez de víveres, tanta dificuldade para comprar certos apetrechos de uso necessário, como sabão... este vale mais que o ouro naquela ilha.
Este é o preço da liberdade; o país tem orgulho de ser livre, mas quem pagou o preço desta pseudo-liberdade foi o povo que passou a viver de migalhas por causa da ira americana.
Por Alda Inacio